quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Para os americanos o Brasil não é mais um 'país amigo'.



O jornal "Miami Herald" publicou artigo nesta quarta (26) em que um ex-embaixador norte-americano que não quis se identificar afirma que os Estados Unidos certamente continuarão a espionar o Brasil. O artigo traz explicações do diplomata para os motivos que levaram o governo norte-americano a adotar políticas invasivas de inteligência no Brasil.
Já a agência de notícias Reuters destaca que as relações entre EUA e Brasil estavam progredindo no governo Dilma, mas os avanços foram interrompidos após a denúncia de espionagem. Para a agência, o cancelamento da visita que Dilma faria a Washington em outubro e o tom duro do discurso da presidente da ONU podem prejudicar a cooperação na área econômica entre os dois países, “em um momento em que a influência internacional da China cresce.De acordo com ele, Washington não considera que o Brasil seja, “exatamente um país amigo". Ele exemplifica dizendo que o governo brasileiro, desde a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, se aliou com nações inimigas dos Estados Unidos, como a Venezuela chavista, o Irã, a Líbia (na ditadura de Muhamar Khadaffi), Cuba, e a Bolívia de Evo Morales. Alem disso, o Brasil costuma concordar com as posições da Rússia e da China nas discussões sobre conflitos internacionais, sobretudo ao defender a não-intervenção militar na Síria.
O jornal afirma ainda que os Estados Unidos jamais trabalharão para que o Brasil ocupe um assento permanente nas Nações Unidas, conforme pleiteado pelo governo brasileiro. “Já temos dois adversários permanentes: Rússia e China. Não precisamos de um terceiro”, disse o embaixador ouvido pela publicação.
Já o britânico “The Guardian”, que publicou as primeiras denúncias de espionagem dos Estados Unidos, afirma que o “furioso”discurso de Dilma representa a maior crise diplomática entre EUA e Brasil desde as revelações das ações da NSA, agência de segurança norte-americana.
Fonte: G1

Um comentário:

  1. Oras, o governo não é amigo nem dos próprios Brasileiros! Quem dirá dos norte americanos.
    Já a população que está alheia às intrigas e briguinhas infantis de petralhas, tem procurado visitar os EUA e desfrutar das conquistas democráticas do tio Sam. (qualquer semelhança entre Brasil e Cuba é mera coincidência).
    É uma vergonha que Dilma além de criticar, não se espelhe naquele modelo econômico, o Brasil poderia crescer à altas taxas se estivesse baseado no liberalismo econômico.

    Grande abraço
    André R.
    http://transparenciapolitica.blogspot.com.br/

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