terça-feira, 1 de novembro de 2011

Turma da maconha na USP

Estudante preso durante protesto (FolhaPress)

Não quero aqui posar de moralista ou de paladino dos bons costumes. Usar drogas é algo corriqueiro em nossa sociedade, sejam elas lícitas ou ilícitas. A questão em si não gira acerca da liberdade de usar ou não poder usar essa ou aquela droga. A questão é: qual é o papel da universidade? A rapaziada que ocupou a USP (Universidade de São Paulo), nossa maior e mais importante universidade, estava a fumar seu baseado livremente, até que a Polícia Militar, cumprindo seu papel jurídico-constitucional e, portanto, racional-legal, reprimiu a galera da cannabis. Fumar maconha em si ainda é crime. Recategorizada em termos jurídicos, a posse para uso pessoal apenas não acarreta mais (depedendo da interpretação do agente policial) a prisão do usuário. Daí que, em geral, os usuários veem sendo deixados em paz. A cracolândia, no centro da Paulicéia Desvairada, é um exemplo disto. Centenas de drogados submetem os transeuntes a um espetáculo de horror, de causar asco até ao mais liberal e libertário pensador. Claro que você dirá que a maconha é diferente, que é mais "natural", menos danosa que o tabaco, etc. Bem, a maconha atual, modificada geneticamente não é mais aquela fumada por Bob Marley e a turma de Woodstock. Mas não é isso que quero discutir. Universidade não é local para uso recreativo de drogas. Se até bebida alcóolica proibimos nos campus, como vamos permitir drogas ilícitas? Universidade é centro de ENSINO! Espaço onde educamos, em sua maioria, jovens de 16 a 24 anos. O papel de uma universidade não é tornar-se uma maconholândia onde alguns jovens esquerzóides (que na maioria nunca leram bulhufas nenhuma) acham que vão viver sua "liberdade" de ficarem viciados. Você quer seu filho em um espaço desses? Eu não quero.

Estudantes da USP mostram livros de autores de esquerda à PM (FolhaPress)

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