sábado, 1 de outubro de 2011

Fico indignado com a alienação das pessoas no Brasil", diz leitor

TIAGO BULKOOL AQUINO - DE RIBEIRÃO PRETO (SP)

Nessa quarta-feira (28), fiquei impressionado quando, em uma rede social, comecei a prestar atenção nas atualizações. A todo momento, comentários opinando sobre a seleção brasileira, alguns xingando o técnico, dizendo que ele deveria sair, que estava fazendo um péssimo trabalho, outros criticando os jogadores, falando que faziam péssimos jogos pela seleção, e isso me deixou indignado.

Como vestibulando, lembro bem de ter estudado uma estratégia política adotada pelo Império Romano, a política do "pão e circo", claramente presente na política da atualidade. Claro que a forma com que ela é aplicada mudou: de lutas violentas no Coliseu para estádios de futebol.

Andre Penner/Associated Press
Ronaldinho levanta a taça do Superclássico das Américas após vitória sobre a Argentina
Ronaldinho levanta a taça do Superclássico das Américas após vitória sobre a Argentina

Não critico a existência do futebol --até por que é uma das minhas paixões--, mas fico indignado com a alienação de um grande número de pessoas do nosso país, ficando inconformadas com o péssimo desempenho da nossa seleção, e manifestando esse sentimento. No entnato, assuntos que deveriam ser muito mais importantes, apenas uma pequena parcela se manifesta.

Enquanto a maioria discute a má administração da seleção, poucos discutem a péssima administração do dinheiro público. Enquanto discutem o péssimo desempenho dos jogadores, poucos falam sobre o péssimo trabalho da maioria dos deputados e senadores do nosso país.

Fico inconformado com o fato de que a maioria se levanta para criticar a seleção e não para criticar a pouca vergonha que ocorre em Brasília. É impressionante como tal política funciona bem, enquanto a população fica inconformada com o futebol, os "ladrões de colarinho branco" continuam sua festa, usando o dinheiro do povo para ter benefícios próprios.

Todo estádio cantava: "Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor...". Concordo em parte, sou brasileiro, com muito amor, mas infelizmente nossos representantes no governo não me deixam sentir orgulho. Talvez se algum dia a população se importar com o governo do mesmo jeito que se importa com o futebol, nós conseguiremos fazer o governo começar a funcionar como deveria.

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