quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Demissão de Orlando Silva é chance de Dilma se livrar de mais uma herança maldita de Lula


Orlando Silva, ao fundo, durante audiência pública no Senado sobre as denúncias. Em primeiro plano, a senadora Vanessa Grazziottini (PC do B-AM), com edição de VEJA aberta na reportagem sobre roubalheira no Ministério do Esporte (Foto: Agência Brasil)

O ministro do Esporte, Orlando Silva, está na marca de pênalti, para usar uma metáfora afim a sua pasta e, sobretudo, aos incontáveis discursos de seu patrocinador, o ex-presidente Lula.

Não faltam sinais de que a bola do ministro está saindo pela linha de fundo ou, para continuar na mesma linha de linguajar, a pelota será recolhida pelo juiz.

De Angola, onde se encontra e volta ainda hoje, a presidente Dilma Rousseff dá sinais de impaciência diante do desgaste causado pelo governo com a crise deflagrada pela revelação de VEJA sobre roubalheira no Ministério para beneficiar ONGs de faixada — e fazer o dinheiro rumar para os cofres do PC do B, partido do ministro. (Fato que, aliás, já vinha sendo denunciada antes, embora sem chegar a Orlando Silva, conforme registrei em post anterior, no mês passado.)

De Brasília, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), de propósito ou por ato falho — ele, que vinha até então batendo sempre na tecla da presunção da inocência do ministro, aliás um princípio constitucional –, proferiu a seguinte frase, a respeito de o imbroglio de roubalheira do PC do B prejudicar a realização da Copa do Mundo de 2014:

– Não vamos confundir demissão de ministro com crise no governo, ou crise de execução. Todos os projetos do Brasil estão caminhando bem.

Ou seja, Vaccarezza já está rifando o ministro.

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