quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Os 8 escândalos do governo Dilma - por enquanto, porque vem mais

Casa Civil
O ministro-chefe da Casa Civil Antonio Palocci deixou o cargo no dia 7 de junho em meio a enorme pressão para explicar como seu patrimônio foi multiplicado por 20 entre 2006 e 2010. No dia anterior, a Procuradoria-Geral da República tinha decidido arquivar o processo contra o ministro. A crise envolvendo Palocci dividiu a base aliada e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a Brasília para tentar articular a aliança PT-PMDB, abalada pela crise.

Relações Institucionais
Em 10 de junho, Dilma encerrou a crise da queda de Antonio Palocci mudando o titular da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), pasta responsável pela relação do governo com o Congresso, muito criticada durante aquela crise. A atuação do então ministro da SRI, Luiz Sérgio, era considerada pífia.
Dilma nomeou para o cargo Ideli Salvatti, até então ministra da Pesca. Para diminuir as reclamações do PT, Dilma trocou os ministros: para o lugar de Ideli na Pesca, foi Luiz Sérgio.

Aloprados
Em entrevista à revista "Veja", o ex-diretor de gestão de riscos do Banco do Brasil, Expedito Veloso, disse que o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, estava envolvido na fabricação de um falso dossiê contra seu adversário tucano, José Serra, na campanha pelo governo de São Paulo em 2006. A ministra Ideli Salvatti e a ex-senadora Serys Slhessarenko também teriam tido conhecimento prévio do dossiê preparado pelos "aloprados" do partido.

IME
A Procuradoria de Justiça Militar do Rio de Janeiro apresentou denúncia contra seis militares do Exército e nove civis pelo desvio de recursos públicos em licitações realizadas pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), no final de junho. Uma força-tarefa foi criada para investigar o caso depois de uma série de reportagens do GLOBO.

Transportes / Nascimento
Após reportagem do GLOBO sobre o crescimento de 86.500% do patrimônio do filho do ministro Alfredo Nascimento, ele foi demitido por Dilma em 6 de julho. Dias antes, a revista "Veja" mostrara esquema de superfaturamento e propina nos Transportes.

Trasportes / DNIT
Até agora, chegam a 27 os servidores demitidos na pasta, a maioria deles indicados do PR. Além do ministro Alfredo Nascimento, a faxina de Dilma derrubou, por exemplo, o diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, afilhado político do senador Blairo Maggi (PR-MT); o presidente da Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha, homem de confiança do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), secretário-geral do partido; José Henrique Sadok de Sá e Hideraldo Caron, diretores do Dnit.

Agricultura
A crise começou quando Oscar Jucá Neto foi demitido da direção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), estatal ligada à Agricultura. Após ser denunciado por desvio de dinheiro, ele acusou o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, de oferecer propina em troca de silêncio. Rossi negou as acusações. Três dias depois, nova denúncia destacou a atuação do lobista Júlio Fróes, que teria uma sala no ministério e distribuiria propina a servidores. Ele teria o incentivo do secretário executivo da pasta, Milton Ortolan, que pediu demissão.

Turismo
A Polícia Federal prendeu 35 pessoas suspeitas de desviar recursos destinados ao Ministério do Turismo por meio de emendas parlamentares. O secretário-executivo da pasta, Frederico Silva da Costa, é um dos detidos na operação batizada de Voucher. O ex-secretário executivo da pasta e ex-presidente da Embratur, Mário Moysés, que já foi chefe de gabinete de Marta Suplicy, também foi preso. Os peemedebistas defenderam o ministro Pedro Novais e cobraram responsabilidade do PT.

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