sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Basta de Silêncio - Afinal, indignados contra corrupção

O similar brasileiro da "marcha dos indignados" que tomou conta da Espanha pode ter acontecido, pela primeira vez no País, neste Sete de Setembro, em Brasília. Os insurgentes formaram uma passeata de 25 mil pessoas, em protesto realizado na Esplanada dos Ministérios, contra a corrupção que ganha força em forma de descalabro em absoluta descaração aberta, como aconteceu recentemente com a absolvição pela Câmara dos Deputados da corrupta filha geneticamente comprovada de Joaquim Roriz, a deputada Jaqueline Roriz.
Os brasileiros provavelmente deram, justo em Brasília, como poderia ter sido aqui na Bahia, no Rio ou em São Paulo, ou qualquer outra capital, o primeiro grito de protesto contra a infestação de corruptos na política e no serviço público. Foi assim mesmo que começou o protesto dos caras-pintadas que acabaram por derrubar Fernando Collor do seu trono brasiliense. A multidão foi se formando na passeata do Sete de Setembro, aos poucos e, de repente, estavam lá 30 mil pessoas em protesto.
Enquanto isso, a presidente Dilma Rousseff desfilava do outro lado e se deixava fotografar brincando com o neto. Não dá para aceitar mais a corrupção aberta no País. Não se observa punição, mas sim uma justiça muda diante de um sistema povoado pela gatunagem abençoada pelos poderes, diria, os três. Cada um de uma forma, e todos juntos intérpretes do mesmo mal. Lá fora, a imagem do Brasil é a de que se, de um lado, há um processo de melhoria econômica, de outro permanece um País injusto pela desigualdade e marcado pela corrupção. Envergonha. O movimento de Brasília foi o primeiro. Esperam-se outros. Inclusive aqui, em Salvador. A indignação tem que ser geral, pacífica, mas desmoralizante para as instituições corruptas acobertadas pelos podres poderes.
Já passou da hora de dar o troco. Ainda é tempo de gritar. Não esperem nada da CUT, ou da UNE, ambas controladas por verbas oficiais concedidas pelo poder petista a estudantes chapas-branca, caso da UNE, hoje manietada e em desconforme com a sua história. Elas nada farão. Mas outras entidades, como a OAB e ABI, dentre outras, sim. Basta de silêncio! O momento é do revide em forma pacifica, mas aglutinante dos que querem mudar, dos que ainda conseguem dizer não.

Fonte: http://www.tosabendo.com/conteudo/noticia-ver.asp?id=136646

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