sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mensalão - Procurador-geral pede a condenação de 36 réus


O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou nesta quinta-feira (7) ao STF (Supremo Tribunal Federal) o pedido de condenação de 36 pessoas por envolvimento no esquema do mensalão com penas máximas que, se somadas, chegam a mais de 4.700 anos de prisão, revela reportagem de Felipe Seligman, Breno Costa e Matheus Leitão publicada na Folha desta sexta-feira (íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

O documento de 390 páginas, ao qual a Folha teve acesso, é a última peça a ser enviada por Gurgel antes do julgamento final sobre o caso, denunciado em 2006 por seu antecessor, Antonio Fernando Souza.

Se o caso for julgado procedente pelos ministros do Supremo e nenhum dos crimes prescreverem, o publicitário Marcos Valério de Souza, por exemplo, poderá ser condenado a até 527 anos de prisão. Já o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, pegariam, no máximo, 111 anos.

O suposto esquema foi revelado em 2005 pelo ex-deputado Roberto Jefferson, em entrevista à Folha, quando contou pela primeira vez sobre um suposto esquema de pagamentos mensais a deputados. O caso foi denunciado pela Procuradoria Geral da República em 2006 e acolhido pelo STF no ano seguinte.

O julgamento dos 38 réus do processo ainda não tem prazo para acontecer, mas o relator do caso no Supremo, ministro Joaquim Barbosa, já abriu prazo para as alegações finais das partes, pedindo esclarecimentos sobre fatos novos que surgiram já com a ação penal em andamento.

Leia a reportagem completa na Folha desta quinta-feira, que já está nas bancas.

Um comentário:

  1. Então o 'Mensalão' não era uma farsa, como Lula anunciou aos quatro cantos? Se Roberto Gurgel, Procurador Geral da República, acha que houve em 2005 uma quadrilha chefiada por Zé Dirceu, quem somos nós para desmenti-lo?
    Agora, resta ao Supremo - de ampla maioria petista - dar a palavra final ou, então, 'empurrar com a barriga' para todos chegarem à prescrição. Aí são outros quinhentos (milhões?).
    Aliás, desconfio até desse senhor Gurgel, que inocentou o tal de Gurshinken, omilionário advogado defensor dos beneficiários da tal 'bolsa Revolução', que indeniza 'companheiros' que teriam sido vítimas dos militares.
    Mas deixemos esse assunto de lado.

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