terça-feira, 5 de abril de 2011

Polícia do Senado investiga fraude no ponto

No sistema antigo de controle de frequência, secretária batia o ponto de 20 colegas do gabinete, que não precisavam ir trabalhar A Polícia do Senado aguarda um documento do serviço de informática da Casa, o Prodasen, para avançar na investigação sobre uma funcionária do gabinete de um ex-senador que batia o ponto para 20 colegas. Eles não precisavam trabalhar para receber seus salários. Antes da chegada do atual sistema de ponto eletrônico do Senado, a secretária fazia a inserção dos nomes dos servidores nos computadores. Para isso, usava uma lista com os nomes de usuários e as respectivas senhas. O canal Globonews, que revelou a investigação, mostrou ainda que alguns servidores estão “batendo o cartão” e voltando para casa logo em seguida (veja vídeo abaixo). Segundo o Congresso em Foco apurou, a Polícia do Senado quer analisar uma lista feita pelo Prodasen com o nome de usuário e as senhas dos 20 funcionários citados. Com isso, poderá conferir se batem com a acusação feita aos policiais. A denúncia foi feita por um ex-servidor do gabinete que apontou a secretária do mesmo gabinete como autora da inserção dos nomes nos computadores da Casa. Com o documento do Prodasen em mãos, os investigadores querem saber se o horário de “login” dos 20 funcionários é muito próximo, o que indicaria a possibilidade de terem sido feitos por uma mesma pessoa. De acordo com a apuração da Polícia, a secretária fez o registro dos colegas durante todo o ano de 2010, ainda na vigência do ponto antigo, que funcionava com os computadores do Senado. O sistema novo exige que o polegar do servidor e o crachá sejam apresentados para uma máquina. Mas, assim como acontece na Câmara, os funcionários dos gabinetes dos senadores e dos escritórios políticos nos estados não estão obrigados a utilizarem o mecanismo. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), considerou “grave” o fato de servidores baterem o ponto e não trabalharem. “A frequência é feita porque o funcionário é obrigado a trabalhar.” Ele determinou à diretora geral do Senado, Dóris Marize, que apure também a responsabilidade dos chefes em permitir que os subordinados ganhem sem trabalhar.

Um comentário:

  1. OLÁ AMIGO LORD.

    É MAIS UMA PIZZA DE MARMELADA. É TUDO MENTIRINHA.

    ABS DO BETOCRITICA

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