terça-feira, 2 de novembro de 2010

Volta de Palocci???? Sempre vai haver corruptos no poder

Volta de Palocci ao primeiro plano da política significará ressurreição espetacular

Palocci e Francenildo: o provável ministro-chefe da Casa Civil de Dilma foi o responsável pela quebra de sigilo bancário do caseiro

Palocci e Francenildo: o provável ministro-chefe da Casa Civil de Dilma foi o responsável pela quebra de sigilo bancário do caseiro

Política também se faz com símbolos e com aparências.

A presidente eleita Dilma Rousseff praticamente anunciou ao país, na noite passada, que o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci terá papel relevante em seu governo com o simples, mas altamente significativo, gesto de fazer-se acompanhar por ele, e apenas por ele, à chegada ao hotel de Brasília onde faria seu primeiro pronunciamento após a vitória eleitoral.

Palocci sentou-se ao lado da presidente no banco de trás do carro.

Findo o pronunciamento no hotel, a ministra dirigiu-se ao Palácio da Alvorada para encontrar-se com o presidente Lula — e lá estava novamente, no banco de trás, o ex-ministro Palocci.

Palocci muito provavelmente será o ministro mais importante do governo Dilma — o ministro-chefe da Casa Civil da Presidência.

Se confirmada, a designação significará uma espetacular ressurreição daquele que, por sua habilidade na condução da economia, no trato com empresários e com o Congresso, vinha sendo considerado por muita gente, até cair em desgraça, a maior revelação de político do PT desde o surgimento do próprio Lula na vida pública.

O CASEIRO FRANCENILDO — Palocci, que como se sabe é médico, pilotou a economia de 1º de janeiro de 2003, dia da posse de Lula no primeiro mandato, até 27 de março de 2006, quando deixou o Ministério da Fazenda no bojo do escândalo da quebra de sigilo bancário de Francenildo Santos Costa, caseiro de uma mansão em Brasília onde supostamente se realizariam acertos irregulares entre funcionários do governo com lobistas, e encontros com garotas de programa. A quebra de sigilo se destinaria a intimidar uma testemunha incômoda.

O ex-ministro seria processado pelo Ministério Público Federal mas, em agosto do ano passado, por 5 votos a 4, os ministros do Supremo Tribunal Federal rejeitaram o pedido de abertura de uma ação penal contra ele.

O relator do caso, ministro Gilmar Mendes, considerou que, a despeito da ocorrência da quebra irregular de sigilo, e de os dados do caseiro terem sido mostrados a Palocci pelo então presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, não havia provas suficientes de que o ex-ministro tivesse ordenado a ilegalidade. O processo contra Mattoso prossegue.

Contra o ex-ministro da Fazenda ainda pesam acusações de recebimento de propinas de empresas contratadas pela prefeitura de Ribeirão Preto (SP), cargo que ocupou duas vezes, para uma caixinha destinada a financiar campanhas. As contas do ex-prefeito no período em que teria ocorrido o crime (2001 a 2004), porém, passaram pelo crivo do Tribunal de Contas do Estado e o caso, embora não encerrado, não prosperou

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