terça-feira, 12 de outubro de 2010

Tergiversar é humano!


O eleitor que é contra o aborto saiu divido do último debate de presidenciáveis na TV: metade ficou achando que “tergiversar” também é pecado, ainda que os outros 50% admitam dúvidas a respeito de que diabos é isso que Dilma Rousseff acusa agora seu adversário de praticar: “O Serra tergiversa!” – garantiu, mais de uma vez em sua fala de candidata injuriada. Será o Benedito?
Tutty Vasques
Pelo sim, pelo não, diante do temor de que não haja tempo de abrir o verbo para explicá-lo a católicos e evangélicos até 31 de outubro, já tem pichação nova nos muros bíblicos do país: “Atire a primeira pedra quem nunca tergiversou!”

É coisa de marqueteiro, claro! Político nenhum – nem Odorico Paraguaçu em transe “discursivista” – arriscaria conjugar o verbo tergiversar em debate eleitoral na Band.

Mas, que ninguém se iluda, o eleitor não é bobo! Nem precisa saber do que se trata para perceber que os candidatos, de maneira geral, estão usando de evasivas e subterfúgios para fazer rodeios e, em última análise, tentar enrolar, engambelar, embromar, desconversar e faturar seu voto. Tergiversar, convenhamos, é o escambau!

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