sábado, 23 de outubro de 2010

'Lula deixa de ser chefe de Estado para ser líder de facção', diz Aécio


O senador eleitor por Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB) afirmou nesta sexta-feira, 22, que o presidente Lula passou de chefe de Estado para líder de facção política, ao lamentar esta postura."O presidente se despe da condição de Chefe de Estado para virar líder de facção política. Ele adentra em discussões e análise de relatórios da Polícia Federal de forma equivocada, violentando as instituições de Estado em favor de sua candidata", avaliou Aécio Neves, ao dizer que o PT está usando a PF de forma política. "Está no DNA do PT trabalhar com investigações, quebra de sigilo, informações forjadas e dossiês", completou.
Estadão
O senador chegou em Teresina, acompanhado pelo secretário nacional do PSDB, deputado federal Rodrigo de Castro, para reforçar a campanha de Serra e do candidato a governador Silvio Mendes. O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, viajou junto com Aécio, em convite de urgência para uma reunião estratégica em São Paulo. O deputado Rodrigo de Castro afirmou que o PSDB estuda a reação aos ataques petistas. No entanto, assegurou que a postura dos tucanos não é de ataque e nem de agressão.

"As agressões contra Serra lamentáveis A democracia pela qual tanto lutamos é um patrimônio maior que uma eleição ou um grupo político. O presidente da República ao reagir de forma ofensiva a um candidato que foi efetivamente agredido, ao adentrar em discussões ou análise de relatórios da Polícia Federal, de forma absolutamente equivocada, violenta as instituições de Estado, como vem fazendo em favor de sua candidata. Ele não contribui para o fortalecimento da democracia. Lamento a posição do presidente, por quem tenho apreço pessoal , amizade pessoal, mas nesse momento final da campanha não está agindo como todos os brasileiros gostariam que agisse. Ele é o presidente de todos. Ele pode apoiar e é natural que apoie, mas é importante que ele mantenha as instituições de Estado fortalecidas e imunes à interferência eleitoral", avaliou Aécio Neves sobre a postura do presidente Lula depois das agressões ao tucano José Serra no Rio de Janeiro.

Sobre a quebra do sigilo fiscal, Aécio disse que é uma inverdade e foi desmentida pelos fatos. "O que vimos foi a Polícia Federal agindo de forma parcial. Quando se lê o relatório do jornalista investigado, se vê que não tem nada nessa direção. Ao contrário, o que ele diz é que foi um membro do PT o responsável pelo vazamento das informações. Isso desmente o presidente da República em ambos os casos. Mas quando se fala em aloprados, quebra de sigilo, forjar informações, dossiê, todos os brasileiros sabem e é fácil saber onde isso ocorre, é no PT. Isso está no DNA do PT e não do PSDB", afirmou o senador eleito.

Quando questionado se tinha alguma ligação com o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, Aécio Neves, afirmou que não e disse que "um delegado da Polícia Federal, de forma incorreta, vaza parcialmente um depoimento. Quando se lê o depoimento, não tem nada nessa direção. É a utilização de uma instituição séria e importante com a Polícia Federal dentro de um jogo político. O PT está vinculado a espionagem e a quebra de sigilo", enfatizou o tucano mineiro.

Ele disse que Serra é mais eficiente pelo preparo e experiência. "Vamos lutar até ultimo momento e estamos assistindo a recuperação de Serra em algumas regiões. Vamos lutar com nossas armas, sem ofender, sem agredir e sem deixar de ter respeito por nossos adversários. Serra tem melhores condições de dar continuidade ao que há de bom até aqui e avançar muito mais", assinalou."Se alguém chegar aqui de fora do Brasil, vai achar que fomos descobertos a partir de 2003, porque para trás não haveria nada. O Brasil avança, reconheço isso, mas começou muito antes do governo Lula. O PT votou contra o plano Real, contra a Lei de Responsabilidade Fiscal. Reconheço o avanço do governo do PT, mas precisa agir e reconhecer que cada governo que passou colocou um tijolo no desenvolvimento brasileiro", completou.

O senador tucano afirmou que o Brasil precisa de gestão de qualidade para poderemos enfrentar os desafios no campo social e vencê-los.

"Foi assim que fizemos em Minas Gerais, que fizemos em São Paulo e no Paraná. Aqui no Piauí, Silvio Mendes representa o que há de mais moderno na gestão pública. O PSDB é um grupo de companheiros que trocam experiências e se ajudam mutuamente para fazer os estados avançarem. Se o Piauí optar pela vitória de Sílvio Mendes, vamos ter oportunidade de contribuir para dar um salto de qualidade no desenvolvimento econômico e nos indicadores econômicos e sociais. Sìlvio Mendes é um dos mais modernos administradores da sua geração e terá o apoio para acrescentar experiências de outras gestões tucanas de outros estados. A eleição é se ganha no dia e o eleitor tem a oportunidade de agir com absoluta liberdade, sem qualquer imposição para escolher o seu destino", finalizou Aécio
Neves.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Anônimos não serão publicados