quarta-feira, 13 de outubro de 2010

"Interlocutor" de Brasília pediu quebra de sigilo

O inquérito da Polícia Federal que investiga a violação dos sigilos fiscais dos tucanos e familiares vai apontar que havia um "interlocutor em Brasília". O Estado apurou que a PF já tem o nome da pessoa que fazia a intermediação dos pedidos de violação dos dados que eram coletados em delegacias da Receita Federal nos municípios de Mauá e Santo André.
O Estado de S. Paulo
O delegado titular do caso, Hugo Uruguai, vai dizer que o acesso aos dados fiscais do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge, e de ao menos outras três pessoas ligadas ao candidato tucano à Presidência, José Serra, foi mesmo uma violação de sigilo. Em Santo André foi registrada a violação do sigilo fiscal de Verônica Serra e de Alexandre Bourgeois, filha e genro de Serra.
Até o momento, a PF não pode fazer a ligação da coleta ilegal desses dados com as informações que integravam um dossiê montado por assessores que trabalhavam para o comitê de campanha da candidata petista Dilma Rousseff. Em depoimento à PF, o contador Antonio Carlos Atella Ferreira disse que pediu os dados fiscais de Verônica, em Santo André, por solicitação de Ademir Estevam Cabral. Atella contou que Cabral o procurou em setembro de 2009 e pediu as declarações de imposto de renda dizendo que eram "para um pessoal de Brasília e de Minas".

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