terça-feira, 28 de setembro de 2010

Tiririca admite em programa que não sabe ler

Fábio Góis
O palhaço Tiririca, candidato a uma vaga de deputado federal pelo PR de São Paulo, pode ser impedido, nos próximos dias, de disputar as eleições de outubro – a despeito da possibilidade de ser o mais votado, com estimativa de 900 mil votos. Famoso pela música “Florentina” – na verdade, uma sátira musical que ganhou as paradas populares de rádio e TV –, Tiririca admitiu ao programa Domingo Legal, do SBT, que não sabe ler nem escrever. A Justiça Eleitoral exige comprovante de escolaridade para registro de candidatura.

Na tentativa de atender à legislação eleitoral, Tiririca apresentou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo um documento informando saber ler e escrever. Acontece que a Justiça Eleitoral exige que o candidato o faça em declaração escrita de próprio punho, ou realize teste presencial comprovando a habilidade. Nem uma coisa nem outra foi feita pelo candidato.

Tiririca admitiu o analfabetismo à produção do programa em julho deste ano, quando foi convidado a ter um quadro fixo na atração. O papel do humorista se resumiria a contar piadas ao telespectador – em textos elaborados por um redator que teria a incumbência de repeti-los até que Tiririca os decorasse.

Segundo informações do colunista do UOL Ricardo Feltrin, o humorista se mostrou preocupado com o procedimento de apresentação de seu quadro, repetiu diversas vezes que era analfabeto e quis saber se teria de “decorar alguma coisa, porque vocês sabem que eu não sei ler e nem escrever”. Um produtor perguntou se ele não queria aprender, e ele respondeu que não levava jeito algum para a coisa.

Capa de revista

Em sua mais recente edição, a revista Época trouxe em sua capa uma foto de Tiririca e sua espécie de boina, com o título “Tiririca, a cara do novo Congresso”. A reportagem relata alguns indícios do analfabetismo do humorista, que atualmente é contratado pela TV Record.

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