quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Mesmo no governo, Erenice foi dona de duas empresas

A ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, foi sócia de duas empresas enquanto ocupava cargos no governo Lula, a partir de 2003. Ela é suspeita de tráfico de influência por causa da ação de seu filho, Israel Guerra, na intermediação de contratos com o governo. Erenice teve participação nas duas empresas, sediadas em Brasília, desde 1994, quando deixou a Eletronorte, até 14 de março de 2007, quando já era assessora de Dilma Rousseff na Casa Civil. Uma terceira empresa, de segurança e arapongagem, foi aberta em 1997 em nome de Israel Guerra e de uma "laranja”. Ontem, o escândalo derrubou um assessor de confiança de Erenice - na Casa Civil, sócio oculto do filho dela, também sob suspeita. 0 presidente Lula cobrou explicações de Erenice, mas decidiu mantê-la no cargo. A conduta da ministra, que continua negando tudo, será analisada pela Comissão de Ética Pública.

Globo

Caso Erenice: ministra controla direção dos Correios

A forte atuação da chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, nos últimos meses, para mudar o comando dos Correios - o que ocorreu no final de julho - virou motivo de grande desconforto e preocupação no Palácio do Planalto. Já há o reconhecimento de que Erenice operou, não só para efetuar mudanças na estatal, como, na prática, passou a controlar os Correios.

A empresa está subordinada ao ministro das Comunicações, José Artur Filardi. No entanto, hoje Erenice tem ascendência direta sobre os dois principais cargos da estatal: o presidente David José de Matos e o diretor de Operações, o coronel Artur Rodrigues Silva. Os dois são indicações pessoais da ministra.

Contrato de R$ 19 milhões com a Infraero

Antiga empresa do coronel Eduardo Artur Rodrigues Silva, a RCM Serviços Auxiliares de Transporte Aéreo Ltda ganhou em agosto uma licitação da Infraero no valor R$ 19 milhões.

O contrato é para cuidar de manuseio de cargas, por um ano, no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Rodrigues Silva, conhecido como coronel Artur, deixou a empresa em 2008, mas, em seu lugar, ficou sua mulher, Eugenia Maria. Em fevereiro, ela também saiu da RCM.

Serra crê em mais focos de corrupção na Casa Civil

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, disse ontem acreditar no surgimento de novos focos de corrupção no governo federal, desde que o Ministério Público passe a investigar as denúncias de tráfico de influência no ministério da Casa Civil.

O tucano desdenhou do trabalho da Comissão de Ética Pública da Presidência, que vai apurar o escândalo. Para Serra, que fez corpo a corpo pelas ruas do centro de Itapeninga, no interior paulista, uma teia foi instalada em estatais como os Correios para "encher o bolso" de pessoas ligadas ao governo e ao PT.

Em comício ao lado de Dilma, Lula fala em 'extirpar o DEM'

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem em Joinville, durante comício ao lado da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, que o "DEM precisa ser extirpado" da política brasileira.

Lula acusou a família Bornhausen, que tem sua base eleitoral em Santa Catarina, de integrar a "direita raivosa" que tentou, segundo ele, derrubá-lo do poder em 2005. Ele não citou o escândalo do mensalão, ocorrido na época.

- Essa direita raivosa é a mesma direita que articulou para Getulio dar um tiro no coração, não queria deixar Jango governar e boicotou o governo de Juscelino. Essa mesma direita tentou fazer o mesmo comigo, em 2005. E não o fez porque eu tinha um ingrediente a mais, eu tinha vocês - disse Lula no palanque, ao lado de Dilma e da senadora Ideli Salvatti, candidata do PT ao goveno estadual.

Eduardo Jorge terá acesso a documentos

A juíza da 12ª Vara da Justiça Federal em Brasília, Polyanna Martins Alves, determinou nesta segunda-feira que a Polícia Federal permita aos advogados do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, acesso ao inquérito que investiga a quebra de sigilo fiscal de tucanos e familiares do presidenciável José Serra (PSDB).

No despacho, a juíza ressalta que os advogados podem, inclusive, analisar documentos de diligências ainda não concluídas, assim que forem incorporados ao processo.

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