sábado, 12 de junho de 2010

No Nordeste, maior número de processos é em Alagoas


Renan, Collor, Augusto Farias. Segundo levantamento do Congresso em Foco, 66% dos parlamentares alagoanos têm processo no STF

Mais de 60% dos parlamentares do estado de Renan Calheiros e Fernando Collor tem ações a responder no STF, de acordo com levantamento exclusivo do Congresso em Foco

Alagoas tem o maior número de parlamentares processados (66,66%) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) entre as bancadas dos nove estados do Nordeste. São ao todo oito parlamentares, seis deputados e dois senadores, entre os 12 representantes do estado.

Estão na lista de investigados pelos ministros do Supremo Renan Calheiros, líder do PMDB e da maioria no Senado, e o ex-presidente da República Fernando Collor (PTB). Renan responde, por exemplo, a uma investigação penal sobre a denúncia de que teria usado recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão para a jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.

Já Collor é acusado de ter cometido sete tipos de crimes diferentes (corrupção passiva, peculato, tráfico de influência, corrupção ativa e falsidade ideológica, crime contra a ordem tributária e apropriação indébita previdenciária) em duas ações penais. As investigações sobre os dois senadores de Alagoas tramitam no STF desde 2007.

O estado também tem entre seus representantes um dos quatro parlamentares de todo o Congresso acusados pelo crime de trabalho escravo. Como mostrou o Congresso em Foco, o deputado Augusto Farias (PP-AL) é acusado desde 2003 de manter 99 trabalhadores em condições análogas às de escravo em uma fazenda de sua propriedade no sul do Pará.

O inquérito contra o irmão de Paulo César Farias, ex-tesoureiro de campanha do presidente Fernando Collor, também está no STF há três anos. Com a demora na Justiça que ainda nem decidiu se o deputado do PP deve ou não ser transformado em réu de uma ação penal, três crimes atribuídos a Augusto Farias neste inquérito prescreveram e, portanto, não podem mais ser julgados: frustração de direito assegurado por lei trabalhista, exposição da vida e da saúde de pessoas a perigo e omissão de socorro.

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