sexta-feira, 7 de maio de 2010

PT é refém de Lula

Até o anúncio do resultado da sucessão presidencial de 2010, não há a menor chance de um levante ou racha petista influenciar os rumos que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dita ao partido. Motivo: não existe um líder no PT capaz de se contrapor à força de Lula.
Desde de 2004, quando José Dirceu ainda era o poderoso chefe da Casa Civil e quase beijou a lona por causa do episódio Waldomiro Diniz, começou a novela de destruição de biografias do PT. Caíram todos aqueles que poderiam, com algum brilho ou poder próprios, contestar ou persuadir Lula.
Ao longo desses seis anos e oito meses de governo, Lula cresceu, e o PT diminuiu. Governadores, senadores, deputados e a cúpula da máquina petista têm sido solenemente ignorados pelo presidente.
Ao escolher a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) como candidata à sua sucessão, Lula nem disfarçou. Não chamou para jantar no Palácio da Alvorada a cúpula partidária a fim de pedir opinião. Apontou o dedo para Dilma e ponto.
Por Kennedy Alencar Folha Online

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