sábado, 17 de abril de 2010

Filho de Sarney teria ajudado a fazer ´consórcio paralelo´ no PAC


O empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), teria ajudado a fechar acordo clandestino pelo qual um grupo de empreiteiras teria burlado o processo de licitação e é acusado de desviar dinheiro público da principal obra ferroviária do país, um trecho da linha Norte-Sul, segundo reportagem desta quinta-feira (15) da "Folha de S.Paulo".
Segundo o jornal, a suposta fraude foi apontada pela Polícia Federal e pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Orçada em mais de R$ 1 bilhão, a construção faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vitrine eleitoral da ex-ministra da Casa Civil e pré-candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT). Perícia da PF avaliou em R$ 200 milhões o total dos prejuízos aos cofres públicos.
De acordo com a reportagem, o projeto é administrado pela Valec, estatal ligada ao Ministério dos Transportes há anos sob influência direta de José Sarney. Ulisses Assad, diretor da empresa à época do esquema, foi nomeado por indicação do presidente do Senado.
A licitação para o contrato 013/06, que trata de trechos entre os municípios goianos de Santa Isabel e Uruaçu, foi vencida pala Constran. Mas segundo o TCU em uma subcontratação "ilícita" e "grave" duas construtoras passaram a participar da obra sem análise nem autorização da Valec, em desrespeito à Lei de Licitações (8.666/93). Os peritos da PF apelidaram o esquema de "consórcio paralelo", pois segundo eles as empreiteiras driblam o resultado de concorrências e repartem "por fora" contratos públicos no país, segundo a Folha.
Leia mais: http://www.deunojornal.org.br/materia.asp?mat=290278

Um comentário:

  1. Essa notícia não foi censurada por ele ainda? Pelo menos é assim que ele faz, com aconteceu com o Estadão.

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