sexta-feira, 16 de abril de 2010

Fernando Sarney comenta investigação da PF

Há três anos, sou alvo de investigação da Polícia Federal. As razões que deram origem ao processo se perderam no tempo
.

fernando-sarney-300909Houve, desde então, 19 prorrogações de escutas telefônicas, que se estenderam por diversos meses e resultaram em cinco inquéritos. Às escutas somaram-se diversas outras medidas, que envolveram investigação contra minha mulher, meus filhos, funcionários das nossas empresas, amigos e até simples conhecidos, que tiveram os sigilos bancário, telefônico e telemático (computador, fax, etc.) quebrados. Jornalistas, advogados, profissionais de marketing, administradores, todos foram atingidos. Essa injustificada violência contra a privacidade grampeou centenas de correios eletrônicos, incluindo os das redações das empresas do Sistema Mirante.

Fui acusado de crimes que não cometi. Fui alvo de uma das maiores devassas já realizadas no país, tendo violados os meus direitos de cidadão, a minha individualidade, de maneira violenta. A investigação transcorre sob segredo de Justiça, mas esse segredo é desrespeitado com vazamentos criminosos na imprensa. Vou defender-me de tudo, com os direitos que a lei me assegura.

Sou empresário. As empresas de comunicação das quais sou acionista e cujo Conselho de Administração presido empregam 700 pessoas no estado do Maranhão. Em 2009, elas faturararam mais de R$ 80 milhões, fruto do trabalho dos profissionais que emprego, pois, desde que começou essa devassa em minha vida, não tenho podido contribuir para o bom desempenho delas.

Sou responsável por todos os meus atos. É, portanto, uma leviandade tentar envolver nesses episódios minha família, especialmente meu pai.

Todos podem imaginar os danos da invasão da privacidade, dos vazamentos criminosos pela imprensa, da tentativa de execração pública, que afetam a família, o círculo de amigos, os negócios, a minha vida.

Cometi equívocos nesse episódio. O principal deles, a iniciativa dos meus advogados contra o jornal O Estado de S. Paulo. Eles agiram em defesa dos meus direitos, que foram reconhecidos pela Justiça, mas sua atitude foi mal compreendida e até hoje enfrento as conseqüências. Tentei corrigi-la, desistindo da ação, mas a desistência não foi aceita, e a polêmica persiste. Gostaria de encerrá-la. Não quero discutir a minha vida privada na imprensa. Por isso não tenho comentado o inquérito nos jornais. Vou fazê-lo na instância adequada, a Justiça.

Nada existe contra mim na esfera do Judiciário. Não há ação nem condenação. Não cometi nenhum crime. Vou continuar lutando contra a violência de que há três anos sou vítima. É o que posso fazer. É o que determina a minha consciência. É o que eu farei. Portanto, é com justa indignação e revolta que rejeito essa tentativa de linchamento moral a que estou submetido por razões inconfessáveis e de natureza política.

Por Fernando Sarney


Um comentário:

  1. As justificativas de Fernando Sarney são vazias diante dos fatos, não adianta agora tentar tampar o sol com a peneira. Seu pai José Sarney é o lider da quadrilha, sem ele nenhum recurso público seria desviado para contas milionárias no exterior e muito menos a família Sarney proveniente de cargos como servidor público, conseguiria amealhar tanta fortuna em imóveis, empresa e em dinheiro. Cadeia para a quadrilha.

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