terça-feira, 13 de abril de 2010

A Dilma é contra o FICHA LIMPA


A Dilma, seu partido e a base comprada, são contra o FICHA LIMPA, ela precisa dos corruptos pra manter seu partido no governo.


O Estado de S. Paulo (SP) - 11/4/2010

Aliados trabalham contra ficha limpa

O governo está com medo de que as manobras dos parlamentares da base aliada, principalmente do PT e do PMDB, contra o projeto de lei da ficha limpa- a proposta que impede a candidatura de políticos condenados pela Justiça - acabem prejudicando a campanha da pré-candidata petista à presidência da República, Dilma Rousseff.

O projeto enfrenta a resistência de parlamentares de todos os partidos, mas até agora apenas aliados se posicionaram explicitamente contra a aprovação da proposta. A preocupação do Palácio do Planalto cresceu depois que, ao longo da última semana, o PS- DB, o DEM e o PPS decidiram transformar o projeto em um embate entre governo e oposição. Na avaliação de governistas, uma votação significativa da bancada PT contra a proposta seria um "desastre" para a campanha de Dilma Rousseff, especialmente depois que o pré-candidato tucano à Presidência da República, José Serra, afirmou que seus "adversários flertam com a falta de ética".

Por conta desse diagnóstico, a ordem agora é tentar convencer os deputados da base de apoio contrários à proposta a não ir para a linha de frente na defesa do engavetamento do "ficha limpa". Com isso, esperam evitar a exposição desnecessária de par- lamentares governistas, que não querem ver o projeto aprovado, e negociar uma saída legislativa que não prejudique Dilma. Tribunais superiores. Em grande parte, os temores governistas são provocados pelo fato de o projeto da ficha limpa ser de iniciativa popular,contar com mais de 1,6 milhão de assinaturas, além de ter o apoio ferrenho de entidades da sociedade civil, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e aOrdem dos Advogados do Brasil (OAB).

Cautelosos, os críticos ao projeto nos partidos de oposção evitam expor publicamente suas convicções contrárias à proposta. "Há um receio disseminado em todos os partidos em relação a esse projeto. Infelizmente existe mais gente contra do que a favor", reconhece o deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS), um dos defensores do ficha limpa. Uma das alternativas para quebrar as resistências é permitir o recurso a tribunais superiores de candidatos condenados por órgão colegiado. Isso acabaria com o receio manifestado por alguns políticos de serem condenados por tribunais controlados por oligarquias locais. A flexibilização do projeto está sendo construída pelo deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP), secretário-geral do PT, que deverá ser o relator do ficha limpa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Anônimos não serão publicados