quinta-feira, 25 de março de 2010

Obama endurece tom com o regime cubano

Presidente americano diz que Cuba perdeu chance de inaugurar uma era de respeito às liberdades e aos direitos humanos
Reuters e Efe - O Estadao de S.Paulo

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ontem o fim da repressão, a libertação de todos os presos políticos e o respeito aos direitos humanos em Cuba. Em comunicado divulgado pela Casa Branca, Obama qualificou os últimos eventos em Cuba, como a morte após greve de fome do preso político Orlando Zapata e a repressão à Damas de Branco ? o grupo de mulheres, mães e irmãs de dissidentes detidos ? de "profundamente preocupantes".

"Esses acontecimentos destacam que em lugar de abraçar a oportunidade de entrar em uma nova era, as autoridades cubanas continuam respondendo às aspirações do povo cubano com o punho cerrado", destaca a nota da Casa Branca.

"Uno minha voz a dos indivíduos valentes de toda Cuba e a um crescente coro no mundo que pede o fim da repressão e a imediata e incondicional libertação de todos os prisioneiros políticos e pelo respeito dos direitos básicos do povo cubano", acrescentou.

Obama lembrou por meio do comunicado que, no ano passado, seu governo deu passos para buscar uma nova era nas relações com o governo cubano. Entre outras medidas, Washington levantou algumas restrições para a transferência de dólares e aliviou a proibição das viagens de cubanos que vivem nos EUA para visitar seus parentes na ilha .

"Sigo comprometido a apoiar o simples desejo do povo cubano para determinar livremente seu futuro e obter os direitos e liberdades que definem o continente americano, que deveriam ser universais para todos os seres humanos", garantiu o presidente americano.

Após uma semana de protestos e repressão por parte dos agentes do governo, as Damas de Branco encerraram no fim de semana sua série de manifestações em Havana. O regime cubano acusa as mulheres de ser "mercenárias" e "pontas-de-lança da subversão promovidas pelos serviços de inteligência dos Estados Unidos".

Ao mesmo tempo, o jornalista dissidente Guillermo Fariñas, internado na UTI de um hospital em Santa Clara, informou ontem à agência EFE que prosseguirá com sua greve de fome pela libertação de seus colegas opositores que cumprem penas por crimes de consciência. A manifestação solitária de Fariñas completou ontem um mês e promete ir às últimas consequências com seu protesto.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Anônimos não serão publicados