terça-feira, 2 de março de 2010

Governo de Chávez acusado de ajudar a ETA e as FARC


Acusações de juiz espanhol podem adensar clima nas relações entre Espanha e Venezuela.

Um juiz espanhol acusou seis membros da ETA e sete elementos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) de terem participado num plano para assassinar o presidente colombiano em Espanha. O magistrado diz ter provas de que o Governo venezuelano tem ajudado as duas organizações.

O juiz Eloy Vasco, da Audiência Nacional Espanhola, pode ter lançado uma autêntica bomba sobre as relações entre a Espanha e a Venezuela. Se a acusação em relação às FARC já não se pode falar em novidade, uma vez que o Governo diz a mesma coisa há anos, em relação à ETA a situação é diferente.

O magistrado espanhol diz que os terroristas colombianos e bascos colaboram desde 1993 e que essa colaboração chegou ao ponto de as FARC pedirem a ajuda da ETA para assassinarem em Espanha o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe e outras figuras importantes daquele país.

Um dos acusados por Eloy Vasco é o alegado elo de ligação entre as duas organizações terroristas e o Governo venezuelano. Arturo Cubillas Fontan é o presumível membro da ETA que coordena as relações do grupo basco com as FARC.

Em 2005, foi nomeado para um cargo no Ministério da Agricultura da Venezuela. A mulher também ocupa um cargo na administração Chávez.

Estas alegações resultam de uma investigação iniciada em 2008, quando o número dois das FARC foi morto num ataque colombiano em território do Equador. O computador de Raul Reyes foi recuperado pelos militares, que encontraram dados que indicavam que o Governo de Hugo Chávez estava a ajudar as FARC.

Apesar de o presidente venezuelano negar todas as acusações colombianas, algumas referências a Espanha nos documentos apreendidos levaram a justiça espanhola a lançar um inquérito.

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