sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O destino tem que lhe ser cruel

por Adriana Vandoni em 26/02/2010

Um homem com todas as crueldades que fez a seu povo durante mais de 50 anos, não pode morrer com serenidade e dignidade simplesmente deixando de acordar uma manhã. A vida na sua seqüência impossível de represar, exibe de forma cruel e degradante a falência física do ditador cubano. Ao seu lado na foto está o presidente brasileiro que o trata equivocadamente como um ídolo, ambos riem obscenamente enquanto na ilha está caindo o pano da vida de mais um liberal detido como inimigo tão somente por querer um bem inato do ser humano: a liberdade de pensar e exprimir livremente o pensamento. Tinha morrido pouco antes o condenado e preso político Orlando Zapata Tamayo e ambos os debochados que estão rindo sabiam do ocorrido. Castro por ser carcereiro e Lula pela carta, que pusilanimemente negou ter recebido, enviada por 50 dos 75 presos, onde pediam que a diplomacia brasileira advogasse a favor de sua libertação e, principalmente, sobre a situação de Orlando.

Oswaldo Payá, considerado o mais importante dissidente cubano, ao saber da morte de Zapata fez uma afirmativa que deixa o prestígio de Lula profundamente abalado:

“Os projetos econômicos o Brasil pode levar de volta quando quiser. Respeitamos e amamos o povo brasileiro, mas o governo Lula não teve uma palavra de solidariedade com os direitos humanos em Cuba, tem sido um verdadeiro cúmplice com a violação dos direitos humanos em Cuba. Já não esperamos nem queremos esperar nada dele.”

O decesso Orlando Zapata está amplamente divulgada pela imprensa mundial que mostra seu repúdio ao regime que o levou à morte

Todavia o preso político Pablo Pacheco Ávila, conseguindo enganar a vigilância, um dia antes da morte de Zapata, e ditou um artigo através de telefone celular, para a blogueira cubana Yoani Sánchez. Usando o título “Entre as grades” ele conta: “O assunto que tratarei hoje não se refere a uma determinada ideologia, pois os homens morrem, mas as idéias continuam. Há diversas semanas o preso político Orlando Zapata Tamayo é protagonista de uma greve de fome que certamente trará conseqüências indeléveis para seu organismo. Orlando é um homem corajoso e capaz de levar ao extremo uma causa a favor dos direitos fundamentais.

(…) Agora ele está entre a vida e a morte, mas pede somente um tratamento digno de um ser humano. As eventuais conseqüências negativas cairão na consciência daqueles que se esconde dentro de um uniforme militar para agredir e torturar seres humanos privados da liberdade. Devemos exigir que as autoridades cubanas cessem as hostilidades contra a dissidência pacífica.

Zapata Tamayo deve viver, porque pode fazer ainda muito por Cuba.”

Lamentavelmente o desejo de Pablo Pacheco não foi atendido. O pior é que os esquerdistas brasileiros de fancaria, mais aproveitadores oportunistas que ideólogos como Lula, Franklin Martin, Dilma Rousseff et caterva, tem o desplante ofensivo de qualificar como herói mundial, o covarde e assassino ditador cubano Fidel Castro

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