sábado, 16 de janeiro de 2010

Raio-x da verba indenizatória


A Crítica - 15/1/2010 - da Redação
Daria para comprar 40.230 cestas básicas (tomando-se o valor mais alto, de São Paulo, de R$ 104,54). Ou 1,5 milhão de litros de gasolina. Ou ainda 140 automóveis populares zero quilômetro, tomando-se o valor de R$ 30 mil para cada um deles. Ou 13 anos de diária no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro (R$ 840 a diária).
Hospedagem, alimentação, combustíveis, lubrificantes e aluguel de veículos. Essas foram as despesas mais onerosas dos senadores ressarcidas pelo Senado em 2009 por meio da chamada verba indenizatória. Levantamento feito pelo site Congresso em Foco mostra que a Casa gastou R$ 4,2 milhões de toda a verba apenas para cobrir despesas dos gabinetes com hotéis, restaurantes e bares, postos de gasolina, aluguel de carro e táxi aéreo.
Esses gastos correspondem a cerca de 40% dos R$ 10,7 milhões desembolsados pelo Senado para cobrir despesas dos senadores com o exercício do mandato. Quatro parlamentares gastaram o limite de R$ 180 mil a que tinham direito para cobrir o total de suas despesas: Fernando Collor (PTB-AL), Demóstenes Torres (DEM-GO), Gilvam Borges (PMDB-AP) e João Ribeiro (PR-TO). Na outra ponta, apenas dois senadores, Pedro Simon (PMDB-RS) e Marco Maciel (DEM-PE), não utilizaram nenhum centavo do recurso em 2009.
O aluguel de escritórios políticos foi o segundo item de maior despesa. Os senadores consumiram R$ 2,58 milhões para manter as instalações de suas representações políticas nos Estados que representam. O terceiro maior gasto ficou por conta da divulgação da atividade parlamentar, impulsionada pelos senadores pré-candidatos, que utilizaram quase 90% dos R$ 1,78 milhão destinados à publicidade das ações dos parlamentares, conforme revelou o Congresso em Foco.
Apesar de o Senado ter um respeitado e bem remunerado corpo de consultores legislativos, as despesas com a contratação de consultorias, assessorias e pesquisas técnicas consumiram R$ 1,57 milhão de toda a verba indenizatória. Os senadores conseguiram ainda R$ 600,18 mil para comprar materiais de escritório e programas de computador, alugar móveis e cobrir despesas postais em 2009.

Um comentário:

  1. Lord, neste fim-de-semana recebi dois emais de políticos visivelente preocupados com o poder do povo (O VOTO É NOSSA ARMA). Um deles - prefeito de uma cidade em Tocantins defendia um deputado do Pará (devem ser amigos do peito). O outro, do Partido Verde, escreveu um artigo com o título O VOTO *NÃO* É NOSSA ARMA, tentando provar que dois mais dois é oitocentos. Resumindo, políticos nao gostam da idéia de ver eleitores cientes do poder que têm através do voto.

    Saber disso nos dá mais ânimo para partir para a briga. E sei que você não está na Internet só para brincar. TENHO CERTEZA DE VAI DAR CERTO, BASTA INSISTIR E DIVULGAR A IDÉIA.

    Um abração, Ju

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