segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O vácuo nacionalista e o General Heleno

Por: Alon Feuerwerker - Brasília, DF - Brasil
(http://www.blogdoalon.com.br/2008/04/o-vcuo-nacionalista-e-o-general-heleno.html)

.......Como os fatos caminham à frente das idéias (em geral, elas aparecem para explicá-los), a demandas populares nacionalistas na potência emergente que somos carece por enquanto de líderes que se apresentem como tal, bem como de idéias estruturadas e de símbolos políticos que sirvam para agregar e mobilizar o país nesta nova época. PT e PSDB, cada um à sua moda, são legendas filhas da globalização. Nasceram e cresceram num ambiente em que o nacionalismo era achincalhado e ridicularizado como expressão suprema do atraso e da recusa à contemporaneidade.

Um olhar detido sobre o Palácio do Planalto e o Congresso Nacional revela o vácuo político em um país cujas questões cruciais confundem-se com a esfera da nação, mas cujos partidos e políticos nem de longe dão sinais de desejarem ocupar esse espaço. Aí, belo dia, aparece um general respeitado, como é o comandante militar da Amazônia, Augusto Heleno Pereira, e revela que o rei está nu. Diz sem meias palavras que a nossa política indigenista não serve nem aos índios nem ao país, mas apenas para enfraquecer o controle nacional sobre a região mais estratégica do Brasil.

Quando o general Heleno abriu a boca para dar sua opinião, muita gente reagiu. Ele recebeu todo tipo de crítica. Dele só não se disse uma coisa. Não o acusaram de estar mentindo, de descrever uma realidade inexistente. Ou seja, no vácuo político, num campo de luta em que os representantes do povo encolhem-se diante das patrulhas supostamente modernas, o general Heleno ganhou uma batalha. E ganhou sem dar um tiro. Só precisou abrir a boca e juntar coragem para falar.

Talves tenhamos que olhar a POLÍTICA e NOSSO PAÍS através da terceira via NACIONALISTA.

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