sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Chantagem e vingança agravam crise no Senado

07/08/2009 - 07h01 http://congressoemfoco.ig.com.br/ - Mário Coelho - (Colaborou Rodolfo Torres)

Tropa de choque de Sarney intimida senadores
que pedem seu afastamento da presidência com ameaça de revelações de atos comprometedores. Embate com tucanos tem sabor de revanche para Renan. Desde que o Senado passou a enfrentar a crise gerada por uma sucessão de denúncias, três palavras têm sido constantemente repetidas nos bastidores e nos microfones pelos parlamentares: chantagem, máfia e vingança. Juntas, elas lançam uma luz sobre os motivos que resultaram na troca de xingamentos ocorrida ontem (6) entre o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). A combinação tem servido para agravar ainda mais a tensão política na Casa. A partir do momento em que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), tornou-se alvo de denúncias nos jornais, a oposição recorreu a discursos e representações para forçar o peemedebista a deixar o cargo. Ao subir o tom das investidas, os opositores não esperavam, entretanto, que aliados de Sarney virassem o jogo e partissem com toda força ao ataque. “O clima é de chantagem, de intimidação”, afirmou ao Congresso em Foco o senador José Nery (Psol-AL), um dos líderes informais do bloco suprapartidário que pede a saída de Sarney da presidência. A resposta é uma referência à tática de centrar fogo na oposição utilizada por aliados do peemedebista. “Senadores estão sofrendo chantagens aqui. Conclamo a eles que venham a público explicitar essa situação”, discursou o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) em plenário ontem.
SÃO TODOS CONIVENTES OU COVARDES COM O QUE ALI OCORRE

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