domingo, 9 de novembro de 2014

Inacreditável

Petrolão: Gleisi Hoffmann pode acabar no TCU, onde investigará o escândalo de corrupção da estatal

Ou param a corrupção ou paramos o Brasil

ATENÇÃO DIVULGUEM.......

Onde tem sujeira tem PT

Brasil: esse estranho país de corruptos sem corruptores. Luis Fernando Veríssimo

sábado, 8 de novembro de 2014

Acordão? Isso é uma vergonha

Quem faz acordo ou tem rabo preso ou se vendeu!
Para o PT  foi ótimo,  livrou a cara da Gleisi,  de seu marido, do tesoureiro,  da Dilma e do Lula.
Como o PSDB pôde concordar com essa nojeira?

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

#ImpeachmentaDilma

O condenado do Mensalão sai direto da cadeia para "CASA" Civil da Dilma Iminência Parda

#ImpeachmentdDilma

ARRANCAR, DETER O PODER DAS MÃOS DA MAIOR FACÇÃO CRIMINOSA DA AMÉRICA LATINA, URGENTE, É PRA ONTEM, CONCORDO COM FRAUDE ELEITORAL, ELES SÃO CAPAZES DE TUDO, PALAVRAS DA PRÓPRIA RATAZANA DE BARBA... GUARDAR A VIDA DO DOLEIRO YOUSSEF É O CAMINHO PARA O IMPEACHMENT... CASO ELES TIVESSEM "PERDIDO" A CASA IA CAIR BONITO PRA MUITA GENTE, ELES PRECISAVAM GANHAR, A QUALQUER CUSTO...

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Ameaças após mensalão levaram Barbosa a antecipar aposentadoria

  • Pessoas próximas contaram que ameaças e agressões na internet e até em locais públicos o levaram a sair do STF
  • Aos 59 anos, Barbosa deixará o STF no final do mês que vem

BRASÍLIA - A decisão do ministro Joaquim Barbosa de antecipar sua saída da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e também da Corte, prevista para o fim do ano, foi precipitada pelas ameaças que ele vem sofrendo, especialmente por causa de sua atuação à frente do julgamento do mensalão do PT. Aos 59 anos, Barbosa deixará o STF no final do mês que vem. Pessoas próximas ao ministro contaram que as ameaças e as agressões sofridas por Barbosa, pela internet e até em locais públicos, o levaram a decidir sair antes do previsto.
— Não se surpreendam se eu largar o Supremo antes das eleições — avisou Barbosa numa dessas conversas, informando que voltaria a dar aulas e a fazer palestras.
Antes do julgamento do mensalão, o ministro frequentava restaurantes e bares em Brasília e no Rio. E continuou a fazê-lo por algum tempo. Tudo mudou nos últimos meses, especialmente após a prisão de mensaleiros. Com a profusão de ameaças nas redes sociais, e o episódio em que foi abordado por um grupo de militantes do PT, ao deixar um restaurante em Brasília, Barbosa se sentiu forçado a mudar seus hábitos.
— Ele passou a evitar locais públicos por medo em relação à sua segurança. Parou de sair — disse um amigo de Barbosa: — Agora, ele está se sentindo aliviado. Ele estava cansado, quer viver a vida. Estava muito patrulhado, se sentia agredido com palavras, com provocações. Me disse: “Tô precisando viver”.
Ameaças nas redes sociaisSegundo a revista “Veja”, um perfil apócrifo no Facebook dizia que o ministro “morreria de câncer ou com um tiro na cabeça” e que seus algozes seriam “seus senhores do novo engenho, seu capitão do mato”. Outro perfil dizia: “Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro e de uma aberração moral das mais pavorosas. Joaquim Barbosa deve ser morto”. A Polícia Federal investiga a origem das ameaças.
— Esse fator (as ameaças) contribuiu para sua saída antecipada — disse outro interlocutor do ministro.
Barbosa acordou ontem decidido e, de manhã , foi dar a notícia à presidente Dilma Rousseff, que ficou surpresa. Depois, despediu-se oficialmente dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Como Ilimar Franco contou em seu blog, Barbosa disse a Henrique Alves que não pretende seguir carreira política.
— Política, de jeito nenhum! — afirmou o presidente do STF.
Descontraído, ainda falou sobre o seu futuro.
— Vou fazer como o Lula, vou dar palestras — disse Barbosa.
Após esses encontros, Barbosa anunciou sua aposentadoria precoce no início da sessão de ontem do Supremo.
— Tenho uma informação de ordem pessoal a trazer: decidi me afastar do STF no final de junho. Afasto-me não apenas da presidência, mas do cargo de ministro. Requererei o meu afastamento do serviço público após quase 41 anos. Tive a felicidade, a satisfação e a alegria de compor esta Corte no que é, talvez, o seu momento mais fecundo, de maior criatividade e de importância no cenário político institucional do nosso país. Sinto-me deveras honrado de ter feito parte deste colegiado e de ter convivido com diversas composições e, evidentemente, com a atual composição do STF. Agradeço a todos, meu muito obrigado — afirmou.
Barbosa ficou popular com o julgamento do mensalão, a ponto de ser bem avaliado nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República. No entanto, os eleitores não poderão ver seu nome nas urnas em outubro. Além de sua disposição de não concorrer, o prazo de desincompatibilização de juízes com os cargos que ocupam venceu em 4 abril. Quem não fez isso a tempo não pode se candidatar.
— Ele teria que ter se desincompatibilizado até 4 de abril. Parece que o cavalo passou encilhado e ele não colocou o pé no estribo. Não dá mais. Agora, ele está inelegível — explicou o ministro Marco Aurélio Mello.
Amadurecida ao longo dos últimos anos, a ideia de deixar o Supremo começou a tomar forma concreta em janeiro, durante viagem à França e à Inglaterra, onde deu palestras e participou de eventos representando o STF.
— Essa decisão (tomei) naqueles 22 dias que tirei em janeiro, estive na Grã-Bretanha e na França. Aquilo foi decisivo para minha decisão — explicou.
Nos últimos dias, Barbosa procurou ao menos três ministros para contar a novidade — entre eles, Luiz Fux, o integrante do Supremo com quem tem maior proximidade. Os outros não sabiam de nada. Marco Aurélio está no grupo dos surpreendidos.
— Não sabíamos de nada. Pelo menos, eu não tinha conhecimento de que ele deixaria o tribunal. Pega de surpresa o Supremo, pelo menos um dos integrantes, que sou eu — afirmou.
Com a saída do relator do mensalão, o processo será conduzido por outro ministro, a ser sorteado para a função assim que Barbosa deixar a Corte oficialmente. Esse ministro ficará responsável pela execução das penas dos 24 condenados. E tomará decisões referentes ao direito ao trabalho externo de presos no regime semiaberto — benefício que Barbosa negou recentemente a oito condenados, incluindo o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/ameacas-apos-mensalao-levaram-barbosa-antecipar-aposentadoria-12656888#ixzz33CkrdsFb 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Ações da Petrobras caem 37% em 5 anos, enquanto as de rivais sobem 70%

As ações da Petrobras caíram 37% nos últimos cinco anos, enquanto as dos seus rivais internacionais subiram mais de 70%.
No dia 19 de maio de 2009, os papéis preferenciais da petrolífera brasileira estavam cotados a US$ 12,85. Em dia equivalente de 2014, as mesmas ações eram negociadas a US$ 8,11.
Os números, calculados pela consultoria Economatica, estão ajustados por proventos, ou seja, já embutem o que os acionistas ganharam com dividendos e juros sobre o capital próprio.
No mesmo período, o NYSE Arco Oil Index, um indicador que reúne os papéis de gigantes do petróleo internacional, como Chevron, ExxonMobil e Shell, registrou uma alta de mais de 70%. A Chevron subiu 87% e puxou a média para cima, enquanto a ExxonMobil avançou 43%, e a Shell, 58%.
petrobras nyse arca oil index
Essa queda de 37% das ações da Petrobras é medida em dólares, para poder ser comparada com os papéis dos concorrentes internacionais. Em reais, o recuo foi de 32%.
O economista Flávio Conde, analista chefe da Gradual Investimentos, concedeu ao blog Achados Econômicos a entrevista abaixo, a respeito do assunto.
Sílvio Crespo: As ações da Petrobras caíram quase 40% em cinco anos, enquanto as dos concorrentes subiram 70%. Isso é um sinal de que os papéis da estatal podem estar baratos?
Flávio Conde: Não. Para saber se está barata ou cara, é preciso comparar o lucro esperado de cada uma. O que esses dados mostram é que os investidores gostaram do que aconteceu com os resultados das petrolíferas estrangeiras e não gostaram dos resultados da Petrobras ao longo desses anos analisados.
SC: Qual a perspectiva que vocês traçam para os papéis da Petrobras?
FC: A gente acha que a perspectiva agora é melhor do que há quatro ou cinco anos. Independentemente de quem vai ser o próximo presidente, a companhia tende a apresentar resultados melhores, porque a produção está crescendo. A empresa projeta aumento de 7,5% em 2014 e nós consideramos factível. 
Além disso, a capacidade de refino da Petrobras vem crescendo, depois de ficar parada um bom tempo. Isso também deve continuar em 2014 e 2015, não importa quem será o presidente.
SC: E o preço da gasolina?
FC: Essa é a parte preocupante. A gasolina e o diesel precisam subir cerca de 20% para ficar no mesmo nível do mercado externo.
Com a eleição, então, a gente tem três cenários. Se a Dilma ganha, a política deve continuar a mesma, ou seja, a gasolina e o diesel continuam com preço baixo. Se o Aécio ganha, o preço dos combustíveis deve subir, e isso é bom para os acionistas da empresa. Se o Eduardo Campos ganha, existe uma esperança de que o preço suba um pouco mais do que se o atual governo continuar.
SC: O que vocês recomendam aos investidores?
FC: Considerando tudo isso – a perspectiva de aumento da produção e também os três cenários possíveis na eleição – nossa recomendação é manter as ações da Petrobras, com viés de alta, ou seja, achamos que a chance de subir é maior do que de cair.
A gasolina e o diesel não vão subir antes da eleição, mas isso já está embutido no preço das ações.
Para quem não tem ações e está pensando em comprar, então tem que decidir com base no que acha que vai acontecer nas eleições. Quem acha que a Dilma vai perder, pode comprar Petrobras. Se a pessoa não sabe, sugiro que compre só metade do que gostaria de comprar. Mas se ela tem certeza de que a Dilma vai ser reeleita, não deve comprar.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Dilma fala em crescimento do País, mas números da economia desmentem a candidata à reeleição

dilma_rousseff_418
Perna curta – Nos discursos que tem feito pelo Brasil afora, com o objetivo de alavancar sua complicada campanha à reeleição, Dilma Rousseff tem falado em crescimento do País e garantido que a economia nacional está em rota de recuperação. Enquanto a presidente e dublê de candidata insiste em mentir para o eleitorado, os números da economia mostram um cenário antagônico.
O desempenho nada animador do comércio entre janeiro e março empurrou para o 2.º trimestre um problema: estoques altos de produtos mais caros e quase sempre adquiridos pro meio de financiamento, como, por exemplo, eletroeletrônicos, móveis, computadores e celulares. Com o fraco movimento do setor no Dia das Mães – a principal data do ano para os comerciantes depois do Natal – a expectativa dos empresários é que o encalhe de produtos crie dificuldades para o varejo até o meio do ano, comprometendo ainda mais a indústria, que encerrou o mês de março com estoques elevados na maioria dos segmentos. A esperança está nas vendas atreladas à Copa do Mundo, mas apenas na seara dos televisores.
Em outra ponta do País de Alice, aquele das fabulosas maravilhas, o Indicador Serasa Experian de Inadimplência do Consumidor revelou alta de 2,4% em abril, na comparação com o mês anterior. Trata-se a sexta alta mensal ocorrida nos últimos sete meses, ou seja, desde outubro de 2013. Na análise anual – abril de 2014 contra o mesmo mês do ano anterior – o índice registrou queda de 2,2%. No acumulado do primeiro quadrimestre de 2014, a inadimplência está 2,6% menor que o mesmo período do ano passado.
Apesar de a inadimplência ainda gravitar em patamar mais baixo neste ano, na comparação com 2013, a sequência de altas mensais mostra revela que os consumidores enfrentam cada vez mais problemas para honrar os compromissos nas datas aprazadas. Para esse cenário preocupante contribuíram a alta da inflação e taxas de juro cada vez mais elevadas. Esse binômio deve ficar mais perigoso com a queda contínua de credibilidade do governo e da presidente Dilma Rousseff.
Quando, em dezembro de 2008, o então presidente Lula apelou ao consumismo para, segundo ele, combater os efeitos colaterais da crise internacional, o editor doucho.info foi acusado pelos palacianos de torcer contra o país apenas por criticar a medida, alertando para o perigo de estimular a economia apenas na base do consumo interno.
Para piorar o que é já é ruim, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou, nesta segunda-feira (19), a mais recente pesquisa sobre a confiança dos empresários brasileiros na economia e nas respectivas empresas. De acordo com a CNI, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) caiu para 48 pontos em maio, com base em levantamento que ouviu 2.582 empresas entre os dias 5 e 14 de maio.
Maio foi o segundo mês consecutivo em que o ICEI ficou abaixo dos 50 pontos. Segundo a metodologia da pesquisa, o indicador varia de zero a cem, sendo que valores abaixo de 50 indicam falta de confiança. De acordo com a CNI, o índice é utilizado para identificar mudança de tendência na produção industrial, uma vez que empresários confiantes normalmente aumentam o investimento e a produção para atender eventual elevação da demanda.
Conjugados apenas esses três fatores, até porque existem outros tantos sobre a débâcle da economia verde-loura, não é errado afirmar que Dilma passou a abusar de maneira acintosa da mitomania. A presidente, que já não dorme por conta de uma campanha eleitoral recheada de problemas e fantasmas, não se incomoda em mentir cada vez mais.

Ministro do STF manda soltar presos da Lava-Jato e quer que Justiça Federal remeta processo à Corte

teori_zavascki_03Água gelada – Durou pouco a esperança dos brasileiros em relação à possibilidade de o Brasil começar a ser passado a limpo. Isso porque o ministroTeori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (19) a imediata soltura dos presos pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato, que investigou um esquema de lavagem de dinheiro, corrupção e desvio de dinheiro público comandado pelo doleiro Alberto Youssef. De acor
do com a PF, Youssef pode ter movimentado de forma ilegal aproximadamente R$ 10 bilhões.
Zavascki também solicitou que a Justiça Federal do Paraná envie ao STF todos os inquéritos e processos relativos à operação Lava-Jato, decisão que está sendo considerada um jato de água fria, pois o juiz federal Sérgio Moro há anos vem se empenhando para desmontar o esquema criminoso que começou em Londrina com o finado José Janene, o xeique do Mensalão do PT.
O ministro do STF determinou a imediata suspensão dos inquéritos e ações penais em curso, assim como o recolhimento dos mandados de prisão expedidos. De tal modo, de acordo com Zavascki, todos os presos na operação policial devem ser colocados em liberdade, não podendo deixar a comarca onde residem e “devendo entregar os passaportes em 24 horas”.
Teori Zavascki concluiu que o processo judicial decorrente da Operação Lava-Jato deve ser analisado Supremo, uma vez que no rol de envolvidos no esquema há dois deputados federais: André Vargas (sem partido-PR) e Luiz Argôlo (SDD-BA). Com base no que determina a Constituição Federal, parlamentares só podem ser investigados ou processados pelo STF.
A decisão do magistrado foi tomada na esteira de pedido formulado pela defesa de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, que arguiu a incompetência da Justiça Federal do Paraná para ordenar sua prisão e decidir no processo que tem parlamentares no rol de acusados. Acusado de ser sócio do doleiro Alberto Youssef, Costa está preso desde o dia 20 de março, sob a acusação de prejudicar as investigações da PF sobre um esquema de pagamento de propinas, como forme de beneficiar empresas em contrato para a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A principal empresa envolvida na construção da refinaria pernambucana é a empreiteira Camargo Corrêa, que lidera o consórcio CNCC.
Com a remessa do processo da Lava-Jato para o STF, o Palácio do Planalto ganha dose extra de fôlego no cabo de guerra que se formou, a partir do escândalo, entre o governo e a oposição. Como sabem os brasileiros de bem, o Supremo, na composição atual, tem decidido em muitas ocasiões em favor do governo do PT. Em suma, a massa da pizza começa a crescer e em breve será servida à população, que terá de aceitar que mais um escândalo de corrupção, envolvendo apaniguados do governo, entre na fila de julgamento da Suprema Corte ou seja varrido para debaixo do tapete

segunda-feira, 19 de maio de 2014

A COPA DO MUNDO QUE O BRASIL REJEITOU



As “questões sociais” que o povo carente vive, passaram a ficar cada vez mais visíveis aos olhos de todos. As exigências de Escolas, Hospitais comparados ao padrão FIFA ecoaram pelas ruas do Brasil, além de outras exigências ao padrão FIFA de qualidade.


sábado, 10 de maio de 2014

A pistolagem virtual tem sido uma prática constante de petistas ou simpatizantes contra adversários

Fosse essa ameaça contra Lula e os petralhas estariam cobrando punição, a ex-ministra Rosário invocaria o ministro da Justiça, o ministro da pasta já procuraria tirar algum proveito disso contra o governo de São Paulo, e Dilma já twitaria – aliás um auxiliar dela – contra a ameaça. É inadmissível que o presidente da mais alta corte do país seja ameaçado de morte e fique por isso mesmo. A impressão que tenho é que temos instalado no governo um grupo que está em pleno combate contra o Brasil e esse grupo pode tudo, até ameaçar de morte o presidente do Supremo. É meus amigos, precisamos unir as forças para resgatar o Brasil dessa corja. Desde que o julgamento do mensalão foi concluído, em novembro do ano passado, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, tornou-se alvo de uma série de constrangimentos orquestrados por seguidores dos petistas condenados por envolvimento no maior escândalo de corrupção da história. A chamada “militância virtual” do PT, treinada pela falconaria do partido para perseguir e difamar desafetos políticos do petismo na internet, caçou Barbosa de forma implacável. O presidente do Supremo sofreu toda sorte de canalhice virtual e foi até perseguido e hostilizado por patetas fantasiados de revolucionários nas ruas de Brasília. Os ataques anônimos da patrulha virtual petista, porém, não chegavam a preocupar Barbosa até que atingiram um nível inaceitável. Da hostilidade recorrente, o jogo sujo evoluiu para uma onda de atos criminosos, incluindo ameaças de morte e virulentos ataques racistas. Os mais graves surgiram quando Joaquim Barbosa decretou a prisão dos mensaleiros José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoíno. Disparadas por perfis apócrifos de simpatizantes petístas, as mensagens foram encaminhadas ao Supremo. Em uma delas, um sujeito que usava a foto de José Dirceu em seu perfil no Facebook escreve que o ministro “morreria de câncer ou com um tiro na cabeça” e que seus algozes seriam “seus senhores do novo engenho, seu capitão do mato”. Por fim, chama Joaquim de “traidor” e vocifera: “Tirem as patas dos nossos heróis!”. Em uma segunda mensagem, de dezembro de 2013, o recado foi ainda mais ameaçador: “Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro e de uma aberração moral das mais pavorosas (…). Joaquim Barbosa deve ser morto”. Temendo pela integridade do presidente da mais alta corte do país, a direção do STF acionou a Polícia Federal para que apurasse a origem das ameaças. Dividida em dois inquéritos, a averiguação está em curso na polícia, mas os resultados já colhidos pelos investigadores começam a revelar o que parecia evidente. O homem que desejava atentar contra a vida do presidente do Supremo usava um computador de Natal (RN) e o codinome de Sérvolo Aimoré-Botocudo de Oliveira. Os agentes federais descobriram que o nome verdadeiro do criminoso é Sérvolo de Oliveira e Silva — um autêntico representante da militância virtual petista, mas não um militante qualquer. Além de admirador de José Dirceu e Delúbio Soares e um incentivador do movimento “Volta, Lula”, o cidadão que alimenta o desejo de ver uma bala na cabeça do presidente do STF é secretário de organização do diretório petista de Natal e membro da Comissão de Ética do partido no Rio Grande do Norte. Também é conselheiro do vereador petista Fernando Lucena na Câmara de Natal e atua como agitador sindical nas greves e movimentos da CUT no estado. Apesar de ainda exercer oficialmente todas essas funções, Sérvolo sumiu da cidade e o “Botocudo” saiu do ar. Em fevereiro, mês em que passou a ser investigado pela Polícia Federal, o petista disse a amigos que precisava resolver “questões pessoais” e que iria passar um tempo em Foz do Iguaçu, no Paraná. Na Câmara, um colega do petista disse que algo o preocupava: “Ele ainda viajou com a gente em fevereiro, numa atividade do sindicato em Mossoró, mas depois disse que não estava bem, estava meio depressivo, e precisava dar um tempo”. No seu perfil verdadeiro na internet, Sérvolo informa que está em Foz do Iguaçu. Procurado, o presidente do PT em Natal, Juliana Siqueira, admitiu que o investigado é seu secretário. Mas, seguindo o procedimento-padrão dos petistas em casos assim, tentou logo se distanciar do assistente enrolado: “Esse cara apareceu aqui no começo do ano. Mandaram de Brasília. Mas nem sei quem é. Sou presidente, não me relaciono com os secretários”. Na sala que o petista usava na sede do partido, um funcionário informou que ele havia tirado uma licença para cuidar de “assuntos pessoais”. Localizado por VEJA, Sérvolo de Oliveira confirma que, de fato, foi o autor da ameaça, mas alega que não pretendia matar o ministro do Supremo, embora, segundo diz, ele mereça morrer. “Quando eu vi como trataram o julgamento do caso no STF, realmente me irritei. Quando falei do tiro na cabeça, eu estava lembrando do PC Farias. A burguesia brasileira age assim. Mas eu sou do candomblé, não tenho coragem de matar ninguém. Até porque, vamos pensar: se eu quisesse matar mesmo, apesar de ele merecer, eu não iria fazer uma ameaça de morte na internet. A única coisa de que me arrependo foi ter xingado a mãe dele”, afirma. O comportamento do petista, segundo a lei, se encaixa no artigo do Código Penal que trata do crime de ameaça e pode render uma pena de até seis meses de prisão. A Polícia Federal instaurou outro inquérito para apurar agressões contra Joaquim Barbosa. Esse último investiga também a prática de incitação ao crime. O Ministério Público Federal determinou à polícia que descubra a identidade do militante virtual queestá convocando membros e correligionários do PT a atentar contra a vida do presidente do STF. Na internet, o investigado atende pelo nome de António Granado. A polícia ainda não sabe se essa é a identidade verdadeira do investigado, mas está adotando os procedimentos para descobrir. Já sabe que as ameaças partiram de um computador em Brasília e que o criminoso tem entre os convivas que compartilham com ele a campanha para matar o ministro, deputados e dirigentes do PT e do PCdoB. Na semana passada, Joaquim Barbosa cancelou a autorização de trabalho externo de dois condenados do mensalâo, concedidas, segundo ele, à revelia da lei, e também estuda transferir Dirceu, Genoíno e Delúbio para um presídio federal, diante das sucessivas provas de que eles são tratados com mordomias e privilégios ilegais na penitenciária do Distrito Federal. O ministro deve ficar atento. A militância virtual vai se irritar ainda mais. Fonte: Veja.com